Entenda porque o IPVA é necessário

Cerca de 40 milhões de brasileiros se mudaram para a classe média durante a última década com mais renda do que nunca para comprar seu primeiro carro. O potencial de crescimento é enorme: um em cada sete brasileiros possui um carro lembrando que além de gastar com a compra tem que arcar com os impostos como o IPVA e outros que são obrigatórios, enquanto a frota de veículos dos EUA cobre quase todos os americanos.

Mas, como boom de vendas de automóveis no Brasil, o número de acidentes e óbitos é assim, uma análise dos dados do Ministério da Saúde mostra que 9.059 ocupantes de carros morreram em acidentes com veículos no Brasil em 2010, de acordo com as estatísticas mais recentes disponíveis. No mesmo ano, 12.435 pessoas nos EUA foram mortas em acidentes de carro, embora a frota de carros de passageiros dos EUA seja cinco vezes maior do que a brasileira.

O resultado: as vítimas do acidente automobilístico brasileiro morreram quatro vezes mais do que as dos EUA, os perigos são perigosos para o básico, disseram os engenheiros: falta de reforços de corpo, aço de baixa qualidade em carroçarias, pontos de soldagem mais baixos ou fracos para manter os veículos em conjunto e as plataformas de automóveis projetadas décadas antes de avançar a segurança moderna.

A eletricidade utilizada na construção de um carro é de cerca de 20% do custo da estrutura”, disse Marcilio Alves, professor de engenharia da principal universidade brasileira de SP e um dos poucos pesquisadores independentes do país que procuram segurança automóvel.

Se você economizar energia elétrica, você economiza em custo. Uma maneira de economizar eletricidade é reduzir o número de soldas pontuais ou usar menos energia para cada solda ponto. Isso afeta o desempenho estrutural em caso de falha.

Sistemas de seguranças necessários ao carro

Em um carro sem air bags e uma estrutura instável do corpo, o maior perigo do motorista é o volante.
Uma estrutura fraca do corpo e uma coluna de direção frágil tornam mais fácil a roda bater no tórax e no abdômen do motorista em colapsos frontais, o mais mortal e mais comum, causando sérios danos aos órgãos vitais.

Ward fala sobre os volantes que rompem e “flutuam” durante os naufrágios em carros mal feitos – movendo-se pela cabine na área do condutor. Isso significa que, mesmo que uma mala de ar seja implantada, o volante pode virar ou abaixo dele e bater diretamente no driver.

Muitos corpos de automóveis brasileiros também não contêm zonas de amassa, áreas que absorvem energia durante os naufrágios. A omissão põe em perigo os membros inferiores dos ocupantes, enquanto os poços de pé arrancam e expõem os pés e as pernas para as peças do carro batendo contra eles pela frente.

ipva sp

 

“Se o corpo de um carro não puder absorver a energia de um acidente, ele logicamente resultará em mais danos, mais feridos para os passageiros”, disse Alves, o médico especialista em vítimas de acidentes de trânsito.
Um auto-engenheiro descreveu a situação esboçando dois modelos de carroçaria com perímetros idênticos, mas um deles representava lacunas internas – reforços de corpo faltantes. https://www.facebook.com/carrosd0brasil/posts/2008711172691917

Ele trabalhou três décadas para a Volkswagen e passou os últimos 10 anos como consultor de engenharia independente para grandes fabricantes de automóveis. Ele pediu que seu nome não fosse publicado por medo de perder contratos e benefícios.

“O segredo do corpo de um carro capaz de suportar o teste de colisão são os pontos de solda”, disse ele.
“Digamos que este é um carro alemão”, ele apontou para o esboço franco. “É realmente sofisticado. Nada está faltando”.